para não esquecer os filmes
O que eu mais gostei em "Fora do Jogo" (Jafar Panahi, 2006) foi o fato de ser um filme iraniano feminista. Que a história é bem contada, que os iranianos fazem mesmo os meus filmes favoritos, são detalhes. Como em "Balão Branco" (JP, 1995), o "Fora do Jogo" ocorre em tempo real (ou quase), no tempo de um partida de jogo de futebol. Um grupo de garotas que não podem ir ao estádio se vestem como meninos para ver o jogo, mas são barradas na entrada. Passam os 90 minutos numa negociação com os guardas. A proibição da qual elas são vítimas parece absurda para nós, ocidentais brasileiras, mas, se repararmos bem, somos ou fomos, num passado recente, tão repreendidas quanto elas. O filme mostra as limitações sociais que as mulheres do Irã sofrem, mas mostra também como elas, com bom humor, atravessam isso.
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