para não esquecer os filmes
Durante a Mostra Expectativa-Retrospectiva do Cinema do Dragão do Mar, vi "Eu, Daniel Blake", do diretor inglês Ken Loach, de quem eu nunca tinha visto um filme sequer. Um carpinteiro recém-infartado faz um périplo para conseguir um auxílio financeiro por conta da saúde debilitada. Detalhe: a médica dele diz que ele ainda não pode trabalhar, mas a perícia do governo não concede o benefício, pois o considera apto ao trabalho. Durante os 97 minutos do filme, acompanhamos angustiados a peleja de Dan, que vive momentos de ternura com Katie, mãe solteira de duas crianças, que chega à Newcastle também com dificuldades financeiras, vítima do governo. No final do filme, todo mundo engole seco não apenas o governo da Inglaterra, retratado do filme, mas o nosso governo e o que vem por aí.
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