quinta-feira, fevereiro 23, 2017

para não esquecer os livros



Quando comecei a ler "Caro Michele", de Natalia Ginzburg, eu dava gargalhadas com a ironia da mãe de Michele. Com o andar da leitura, fui percebendo que todos as personagens da história eram muito secos e sinceros, extremamente sinceros. Mas o melhor do livro é perceber as relações familiares, como elas foram construídas. A história é contada com narrativa em terceira pessoa, mas a maior parte são cartas trocadas entre as personagens. Foi um livro que me pegou na primeira página e senti falta quando terminei.

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para não esquecer os livros


Não é para qualquer pessoa que eu indicaria a leitura de "Linha M", livro de Patti Smith. Não porque seja difícil de ler, mas ele tem uma atmosfera que não sei se qualquer pessoa gostaria. É um livro cheio de referências, principalmente literárias e de seriados. Patti Smith passeia por sua memória, tomando café e falando de literatura. Nunca ouvi uma música de Patti Smith e no início da leitura fiquei muito curiosa com o jeito como ela vê o mundo. Vou ouvir Horses, o CD lendário dela, e quem sabe leio o Só Garotos.

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segunda-feira, fevereiro 13, 2017

para não esquecer os livros


"Desconstruindo Una", da artista inglesa Una, literalmente, desenha a situação da mulher no mundo. Misoginia e cultura do estrupo são os temas, bem como os pequenos sofrimentos que as mulheres enfrentam diariamente por causa do machismo entranhado sem que mesmo as mulheres percebam.

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quarta-feira, fevereiro 08, 2017

para não esquecer os livros




Terminei de ler o segundo volume da série napolitana de Elena Ferrante, História do Novo Sobrenome. Achei ainda melhor do que o primeiro volume, embora a narrativa se estenda muito em alguns fatos. Não é entediante, é apenas a minha ansiedade em ler outros livros. Mas isto, de se estender muito na narrativa de alguns fatos, talvez seja a essência mesmo da vida. Arrastamos alguns fatos por muito tempo, mesmo que às vezes não percebamos. Mas Ferrante, que disseca, que leva o pensamento da narradora às últimas consequências, faz isso muito bem.

Neste segundo volume, Lenu narra a vida de casada e de amante de Lina, com muitos percalços, enquanto a vida dela vai acontecendo à margem, mas acontecendo.

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terça-feira, janeiro 03, 2017

para não esquecer dos livros

Terminei de ler O Papel de Parede Amarelo, de Charlotte Perkins Gilman, um clássico da literatura feminista. É um conto, narrado em primeira pessoa, sobre uma mulher que tenta se libertar da situação opressora que vive com o marido e a família. A narradora, metaforicamente, tenta libertar uma mulher presa no papel de parede de uma casa em que está hospedada temporariamente.

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para não esquecer dos livros

O último livro que li em 2016 foi A Resistência, de Julián Fuks, um desses jovens escritores contemporâneos brasileiros que, depois deste livro, vou acompanhar com atenção. O livro ganhou o Jabuti de 2016 na categoria romance. Narrado em primeira pessoa, conta a história de uma família que tenta compreender e integrar um filho adotivo. O narrador é irmão do filho adotivo e passa o romance em busca do momento em que "perdeu" o irmão. O exílio da família da Argentina para o Brasil é o cenário onde a história de vida da família se desenvolve, com toda a complexidade do exílio. Mas não é um livro sobre ditadura; ela aparece apenas como as feridas que deixa na vida das pessoas.

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